Grandes mudanças. Grandes desafios.

9 05 2010

Quando entrei na Unisinos para cursar Publicidade e Propaganda, a única certeza que eu tinha era que daria andamento à minha carreira na área de Internet.

Desde o meu primeiro contato com um computador, pensei nas imensuráveis qualidades que aquele aparelho, conectado em rede, teria para a vida das pessoas. Foi no Banco do Brasil, onde um dos meus irmãos mais velhos trabalhava. Meu primeiro acesso a internet, quem diria, foi no Google. Queria pesquisar sobre o S.C. Internacional, e digitei no sistema a palavra Inter.

A pesquisa do Google naquele tempo não era tão aprimorada. Nossos sites não eram adequados, e o resultado da busca foi tão amplo que não me permitiria encontrar informações do que eu realmente queria. Por outro lado, aquela busca me proporcionou a sensação de amplitude da internet. Bilhões de informações do mundo todo, a partir de uma pequena palavra digitada em um site.

Não poderia dizer que ali pensei que essa seria minha vida. Mas a sensação que tive com aquele primeiro acesso a internet foi muito legal. Mais tarde, depois de fazer alguns cursos básicos, e complementar com um curso de webdesigner que me abriu portas em diversas empresas, aí sim, tive convicção de que rumo tomaria minha carreira.

Mas, com o crescimento de todos os mercados, a meta de trabalhar com internet também ficou muito vaga. A internet hoje tem as mais diversas funções, e depois de trabalhar na AgexCOM (Agência Experimental de Comunicação da Unisinos) em um ambiente simplesmente inigualável, com pessoas que eu NUNCA vou esquecer, minha vida teve caminhos os quais eu não havia planejado.

Eu saí da agexCOM com uma profissão de web designer. Com uma percepção diferente tanto de design e programação, quanto da importancia da relação com as pessoas. De lá, depois de vários trabalhos free em agências de propaganda e clientes de marketing, fui para o Banrisul, como estagiário, atendendo por telefone a clientes de internet do banco.

Uma prestação de serviços em internet, que não me parecia nem de longe uma carreira a seguir. Isso era evidente. E com total apoio do meu supervisor, seu João, participei da seleção para uma vaga de OPEC no online do Grupo RBS – uma das maiores empresas de comunicação do Brasil, afiliada da Rede Globo no RS e SC. Entrei na RBS convicto de que havia feito uma grande escolha. E saí de lá, quase dois anos depois, mais certo ainda.

Dos free-las nas agencias de propaganda, fui contratado por uma. A maior delas, diga-se de passagem. Minha missão era assumir integralmente a área de internet da agência Escala. Detentora das contas das lojas Colombo, Lojas Renner, Grendene, Vivo (SUL), Unimmed Poa, e minha ex-faculdade, a Unisinos, que veio a se tornar meu maior cliente em internet, e me proporcionar um aprendizado único.

Acredito ter cumprido minha missão na Escala. Nos dois anos e meio que fui executivo de Conexões lá, o investimento no meio cresceu muito além do crescimento do mercado, e os  clientes tiveram ótimas vivências em internet. Minha prova quanto a isto é, justamente, o crescimento no investimento.

A Escala me proporcionou, além do conhecimento específico da área de mídia, contatos incríveis com pessoas sem as quais eu não teria chegado nem na metade do caminho. Foi um prazer inenarrável trabalhar com pessoas como a Renata Schenkel, o Nei Ferrari, a Clarissa Costa. São os melhores da mídia gaucha, e todos os anos no Top of Mídia, provam isso.

Os gestores, Dani Schenato, Claudia F., e Gabi Hoss – que me aplicou os melhores feedbacks que já tive, me orientando a crescer muito profissionalmente e pessoalmente. E o Gustavo Mini, que foi quem me deu essa oportunidade, e apostou em um guri de internet na área de conexões, e permitiu que eu mostrasse meu potencial para o mercado. Além de outros grandes profissionais e amigos como o Adriano, os Thiagos, o psicólogo Marcello Pereira, a Fê Moura, melhor produtora eletrônica do estado, a Aline Vasquez, e várias outras pessoas incríveis que me ajudaram muito nessa etapa. Sou muito grato a todos eles.

A Escala me proporcionou mais que um trabalho. Foi lá que eu aprendi a ver um job como negócio. A olhar tudo como um negócio. A cada plano, a cada proposta, mergulhar na vida do meu cliente, e entender exatamente o que quer o cliente final dele, de investir cada centavo em comunicação, com o retorno planejado. Negócios. Essa é a palavra que vai gerar mais uma grande mudança de rumo na minha vida.

Minha decisão de sair da Escala – e tenho muito orgulho dela – foi pelo fato de ter atingido um ponto onde eu não estava mais dando conta da demanda de internet. Com a impossibilidade da empresa em, nesse momento, investir mais na área, contratar e especializar mais pessoas, acabei optando por sair.

E nessa saída, das propostas que tive, uma me encantou pelo desafio. A da Cadastra Search Engine Promotion. Uma das empresas que foram mais parceiras no meu período de Escala, com uma competência incrivel nos trabalhos que executa, e que me abriu as portas assim que soube da minha decisão.

Na Cadastra, não vou ser Webdesigner, não vou ser Atendente por telefone, nem Operações Comerciais. Tampouco vou ser Mídia Online. Não vou ser nada disso, e vou ser isso tudo ao mesmo tempo. Estou indo para a ponta do negócio. Em meu ponto de vista, a parte mais importante de qualquer negócio. Vou para a área comercial.

Quando digo que é a área mais importante não estou desmerecendo o trabalho das outras áreas de uma empresa – seja ela do ramo que for. Todas as áreas tem sua importância e são vitais para a vida da empresa. Apenas por uma questão lógica onde, se não há vendas, não há negócios. Simples assim.

Meu post se encerra tão longo quanto a minha felicidade em contar aqui que estou super feliz e motivado de assumir a gerência de contas da região sul de uma das maiores agências de search do Brasil. Mais uma vez minha carreira muda, sem mudar. Continou trabalhando com internet, e quem diria, meu principal negócio a partir de hoje, é vender justamente o espaço onde fiz meu primeiro contato com a internet. O Google.

Em resumo, eu decidi que trabalharia com internet, e o fiz. Por caminhos que não havia planejado. Mas por caminhos que tem me deixado tão feliz que nem eu mesmo poderia imaginar, nos meus tempos de webdesigner.





Migrando investimentos

23 12 2009

Há alguns meses escrevi sobre a importância das agências tradicionais estarem atentas às necessidades digitais dos seus clientes. E citei a importância da função online dentro da Escala.

Agora, no final do ano da crise, o investimento da agência no digital mostra sua importância. Em comparação a 2008, tivemos um acrescimo de 59,7% no investimento em internet.

Muito desse crescimento surgiu de necessidades básicas dos clientes em se comunicar com seu público de forma mais efetiva. Isso quer dizer que, a Escala atendendo ou não essa demanda, essas ações seriam feitas. Se não fossem cumpridas pela agência, seriam feitas por agências digitais.

A agência, apostando em ter um ambiente digital, retém este investimento e incrementa sua receita. Se não pensa no digital, perde parte do investimento de comunicação dos clientes para agências digitais, e reduz a receita. É simples assim. Quanto mais a agência se especializar, menor a possibilidade de ter redução ou repartição das contas dos clientes.

No final, o ano da crise acabou não sendo tão ruim assim. Pelo menos do ponto de vista digital.

E que venha 2010, com mais crescimento, mais ações, e mais cases em internet. A Escala vai estar preparada pra ele.





Mídia offline não existe

4 12 2009

Foi-se o tempo em que era possível determinar se uma ação era de mídia online ou mídia offline. Com a disseminação do uso das redes sociais e demais ferramentas de comunicação, não importa em que meio sua campanha seja veiculadas, as pessoas vão falar sobre ela.

Principalmente se ela ficar em algum extremo. Ou muito boa, ou muito ruim, ela vai se espalhar pela internet, e todo mundo vai comentar, palpitar, contar e recontar a história que a agência criou.

E eu vou fazer exatamente isso nesse post. Palpitar sobre os anúncios da Nike veiculados nos principais jornais do país neste domingo. Uma campanha linda, que merece os mais emocionados elogios de um torcedor. Seja ele do time que for.

Hoje uma campanha bem feita para um veículo impresso já considera a disseminação digital, e por isso, as imagens dos anúncios que estão circulando por twitter e por e-mail não é de um jornal escaneado. É um jpg feito a partir do anúncio publicado. Um material de alta qualidade, feito específicamente para disseminação pela internet.

Clique nos anúncios abaixo para abrir e ler a mensagem para cada clube:





Case Colégio Anchieta – De novo

18 11 2009

No ano passado, foi publicado no antigo blog (e replicado nesse) um post contando o case da campanha online do Colégio Anchieta, de Porto Alegre. A repercussão e interatividade gerada pela ação do ano passado, motivaram o Colégio a voltar a investir no meio neste ano.

Print - Colégio Anchieta - MSN

Campanha Colégio Anchieta no MSN

Para a internet, nosso público é o aluno, e não os pais. E para este meio, o objetivo era a retenção do público; reforço e rejuvenescimento da marca junto aos alunos e prospects-alunos do Colégio. E para isso, utilizamos o veículo com maior adequação e possibilidade de interação e segmentação de campanhas. O Live Messenger (MSN).

Desta vez nosso objetivo era maior do que meramente gerar cliques e levar o aluno para o site do Colégio. Até porque este não trabalha conteúdos direcionados ao público jovem. De tal forma, nosso objetivo era gerar interação e exposição da marca do Colégio no ambiente mais familiar para o aluno.

Com este briefing, a Box3 desenvolveu quatro banners diferentes, no formato Halfbanner Expansível, que exibiam quadrinhos feitos por cartunistas famosos no ambiente online, perfeitamente adequados com o perfil de usuários que estávamos abordando. Os cartunistas receberam o conceito da campanha, e com base nele, criaram quadrinhos que eram exibidos de forma interativa no MSN.

Os resultados dessa campanha foram absolutamente fora do padrão do veículo. Muito acima de qualquer expectativa que tivéssemos, pois a receptividade dos 291.150 usuários diferentes que impactamos foi excelente.

Tivemos uma freqüência de exibição perfeita, de 3,25 exibições por usuário, e Únique CTR (percentual de cliques na primeira vez que a peça é exibida para uma pessoa) de 7,27%. O CTR total da campanha foi de 3,46%, com 32.731 cliques, quando a média desse formato no MSN é de 1%, segundo informações do próprio veículo.

Foram 945.721 impressões de banners da nossa campanha, que começa a ser exibido fechado, sendo aberto pelo usuário ao passar o mouse sobre ela. Para nossa surpresa, isso ocorreu em 69% das vezes que a campanha aparecia. O banner foi expandido 442.501 vezes, exibindo os quadrinhos do Colégio Anchieta para um público altamente segmentado, que usava o serviço do Rio Grande do Sul, e tinha entre 13 e 16 anos, sem nenhuma dispersão de mídia para públicos que não eram de interesse.

Mais uma vez a campanha online do Colégio Anchieta gerou resultados altíssimos, e prova, a cada edição, que o público jovem está na internet, e quer muito interagir com as marcas do seu dia a dia.





Rede de Conteúdos Google – a fórmula quase secreta

29 10 2009

As campanhas de publicidade do AdWords permitem a abertura para, além de aparecer nos resultados de busca, aparecerem também na Rede de Conteúdos do Google. Essa rede é formada por milhares de sites e blogs do mundo todo. Principalmente sites sem uma estrutura comercial, que tem no sistema de AdSense do Google uma fonte de receita através de cliques gerados pelo seu site na publicidade exposta. Mas também por vários portais de grande porte, que usam essa ferramenta em espaços de difícil comercialização do site.

Até aí, nada de novidade. O que acontece é que muitas pessoas (mídias e pequenos anunciantes) nem sabem que seu anúncio está aparecendo também na Rede de Conteúdos. A opção é, por padrão, marcada (exibir anúncio também na Rede de Conteúdos). E muita gente não desmarca, mas também desconhece o sentido daquele check-box.

O funcionamento da Rede de Conteúdos é semelhante ao dos anúncios de buscas do Google. Prioritariamente através de palavras-chave (apesar de poder selecionar os sites que seu anuncio vai aparecer). E aí está o erro em simplesmente replicar uma campanha de busca para a Rede de Conteúdos.

Parte-se do princípio que, uma campanha montada com foco no cara que está pesquisando no Google, não deve ser igual a uma campanha que vai identificar o que um cara está escrevendo em um blog. O Google identifica os textos contidos no blog/página, e insere ali anúncios relacionados. Anúncios que compraram aquelas palavras.

Só que, naturalmente, o cara que está escrevendo em um blog, não está escrevendo da mesma forma que uma pessoa está pesquisando no Google. São coisas diferentes, que pedem listas de palavras-chave diferentes. Quem faz uma lista de palavras-chave para a Rede de Conteúdos Google, deve pensar nas palavras como quem está escrevendo, e não como quem está pesquisando.

Mas o principal não é nem a inclusão da campanha na Rede de Conteúdos. O que muitas empresas não tem feito, é a inclusão de BANNERS na rede de conteúdos. É nesse ponto que a Escala tem se destacado bastante, pois temos feito diversas campanhas com esse formato, e obtendo um retorno excelente. Melhor até do que as campanhas de links patrocinados. Além do CPC ser menor (por termos menos concorrentes), ainda conseguimos um reforço de marca para aqueles que não clicam no anúncio mas são impactados pela mensagem, sem que o anunciante pague nada por isso.

As campanhas de AdWords da Escala hoje têm sido executadas pela equipe da Cadastra, com criação e gerenciamento da Escala. Essa contratação da Cadastra para a execução é fundamental, pois uma campanha de search marketing (seja de buscas ou de rede de conteúdos) requer um acompanhamento constante, otimizando palavras-chave, reduzindo CPC de palavras menos relevantes, adequando as necessidades diárias do cliente.

A parceria deles tem sido fundamental para o desempenho das campanhas. Com essa parceria, por exemplo, ganhamos o Top of Mídia de 2009 com uma campanha da Unisinos, com um CPC tão baixo que beira o inacreditável. A campanha de banner na rede de conteúdos foi precursora no RS, e não tínhamos concorrentes nesse formato, que era um braço da comunicação do Vestibular Adicional da Unisinos.

A parceria fundamental dessa campanha foi também da equipe de marketing da Unisinos, que apostou conosco em um formato que ainda não era utilizado por aqui. E deu muito certo. Hoje, realizamos várias campanhas usando esse formato, e continuamos mantendo um padrão de excelência na comunicação digital da Universidade.








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