Quando entrei na Unisinos para cursar Publicidade e Propaganda, a única certeza que eu tinha era que daria andamento à minha carreira na área de Internet.
Desde o meu primeiro contato com um computador, pensei nas imensuráveis qualidades que aquele aparelho, conectado em rede, teria para a vida das pessoas. Foi no Banco do Brasil, onde um dos meus irmãos mais velhos trabalhava. Meu primeiro acesso a internet, quem diria, foi no Google. Queria pesquisar sobre o S.C. Internacional, e digitei no sistema a palavra Inter.
A pesquisa do Google naquele tempo não era tão aprimorada. Nossos sites não eram adequados, e o resultado da busca foi tão amplo que não me permitiria encontrar informações do que eu realmente queria. Por outro lado, aquela busca me proporcionou a sensação de amplitude da internet. Bilhões de informações do mundo todo, a partir de uma pequena palavra digitada em um site.
Não poderia dizer que ali pensei que essa seria minha vida. Mas a sensação que tive com aquele primeiro acesso a internet foi muito legal. Mais tarde, depois de fazer alguns cursos básicos, e complementar com um curso de webdesigner que me abriu portas em diversas empresas, aí sim, tive convicção de que rumo tomaria minha carreira.
Mas, com o crescimento de todos os mercados, a meta de trabalhar com internet também ficou muito vaga. A internet hoje tem as mais diversas funções, e depois de trabalhar na AgexCOM (Agência Experimental de Comunicação da Unisinos) em um ambiente simplesmente inigualável, com pessoas que eu NUNCA vou esquecer, minha vida teve caminhos os quais eu não havia planejado.
Eu saí da agexCOM com uma profissão de web designer. Com uma percepção diferente tanto de design e programação, quanto da importancia da relação com as pessoas. De lá, depois de vários trabalhos free em agências de propaganda e clientes de marketing, fui para o Banrisul, como estagiário, atendendo por telefone a clientes de internet do banco.
Uma prestação de serviços em internet, que não me parecia nem de longe uma carreira a seguir. Isso era evidente. E com total apoio do meu supervisor, seu João, participei da seleção para uma vaga de OPEC no online do Grupo RBS – uma das maiores empresas de comunicação do Brasil, afiliada da Rede Globo no RS e SC. Entrei na RBS convicto de que havia feito uma grande escolha. E saí de lá, quase dois anos depois, mais certo ainda.
Dos free-las nas agencias de propaganda, fui contratado por uma. A maior delas, diga-se de passagem. Minha missão era assumir integralmente a área de internet da agência Escala. Detentora das contas das lojas Colombo, Lojas Renner, Grendene, Vivo (SUL), Unimmed Poa, e minha ex-faculdade, a Unisinos, que veio a se tornar meu maior cliente em internet, e me proporcionar um aprendizado único.
Acredito ter cumprido minha missão na Escala. Nos dois anos e meio que fui executivo de Conexões lá, o investimento no meio cresceu muito além do crescimento do mercado, e os clientes tiveram ótimas vivências em internet. Minha prova quanto a isto é, justamente, o crescimento no investimento.
A Escala me proporcionou, além do conhecimento específico da área de mídia, contatos incríveis com pessoas sem as quais eu não teria chegado nem na metade do caminho. Foi um prazer inenarrável trabalhar com pessoas como a Renata Schenkel, o Nei Ferrari, a Clarissa Costa. São os melhores da mídia gaucha, e todos os anos no Top of Mídia, provam isso.
Os gestores, Dani Schenato, Claudia F., e Gabi Hoss – que me aplicou os melhores feedbacks que já tive, me orientando a crescer muito profissionalmente e pessoalmente. E o Gustavo Mini, que foi quem me deu essa oportunidade, e apostou em um guri de internet na área de conexões, e permitiu que eu mostrasse meu potencial para o mercado. Além de outros grandes profissionais e amigos como o Adriano, os Thiagos, o psicólogo Marcello Pereira, a Fê Moura, melhor produtora eletrônica do estado, a Aline Vasquez, e várias outras pessoas incríveis que me ajudaram muito nessa etapa. Sou muito grato a todos eles.
A Escala me proporcionou mais que um trabalho. Foi lá que eu aprendi a ver um job como negócio. A olhar tudo como um negócio. A cada plano, a cada proposta, mergulhar na vida do meu cliente, e entender exatamente o que quer o cliente final dele, de investir cada centavo em comunicação, com o retorno planejado. Negócios. Essa é a palavra que vai gerar mais uma grande mudança de rumo na minha vida.
Minha decisão de sair da Escala – e tenho muito orgulho dela – foi pelo fato de ter atingido um ponto onde eu não estava mais dando conta da demanda de internet. Com a impossibilidade da empresa em, nesse momento, investir mais na área, contratar e especializar mais pessoas, acabei optando por sair.
E nessa saída, das propostas que tive, uma me encantou pelo desafio. A da Cadastra Search Engine Promotion. Uma das empresas que foram mais parceiras no meu período de Escala, com uma competência incrivel nos trabalhos que executa, e que me abriu as portas assim que soube da minha decisão.
Na Cadastra, não vou ser Webdesigner, não vou ser Atendente por telefone, nem Operações Comerciais. Tampouco vou ser Mídia Online. Não vou ser nada disso, e vou ser isso tudo ao mesmo tempo. Estou indo para a ponta do negócio. Em meu ponto de vista, a parte mais importante de qualquer negócio. Vou para a área comercial.
Quando digo que é a área mais importante não estou desmerecendo o trabalho das outras áreas de uma empresa – seja ela do ramo que for. Todas as áreas tem sua importância e são vitais para a vida da empresa. Apenas por uma questão lógica onde, se não há vendas, não há negócios. Simples assim.
Meu post se encerra tão longo quanto a minha felicidade em contar aqui que estou super feliz e motivado de assumir a gerência de contas da região sul de uma das maiores agências de search do Brasil. Mais uma vez minha carreira muda, sem mudar. Continou trabalhando com internet, e quem diria, meu principal negócio a partir de hoje, é vender justamente o espaço onde fiz meu primeiro contato com a internet. O Google.
Em resumo, eu decidi que trabalharia com internet, e o fiz. Por caminhos que não havia planejado. Mas por caminhos que tem me deixado tão feliz que nem eu mesmo poderia imaginar, nos meus tempos de webdesigner.




